Uma conversa sobre Yolanda Reys

julho 28, 2017 por Lobo de Ceroulas - Nenhum comentário

Estes dias uma amiga me apresentou este livro da Yolanda Reys! Que prazer em conhecer!

Yolanda Reys é a diretora de um espaço literário infantil em Bogotá (Colômbia) chamado Espantapájaros, um espaço que possibilita experienciar a literatura ainda na primeira infância.

Este livro fala especialmente sobre a importância da leitura compartilhada e o contato com livros na vida de crianças de 0 a 3 anos como forma de fornecer conhecimento e expressividade desde o iniciozinho da vida dos bebês. Como ela mesma diz “Não fomentamos a leitura para exibir bebês superdotados, e sim para garantir em igualdade de condições o direito a todo ser humano de ser o sujeito da linguagem: de se transformar e transformar o mundo e de exercer as possibilidades que proporcionam o pensamento, a criatividade e a imaginação”.

Bastante poético, o livro fala sobre o primeiro contato do bebê com a língua através da voz materna e das primeiras histórias que escuta através das cantigas de ninar, se tornando uma fonte de inspiração para nós mães que estamos sempre em busca de novos rumos na nossa lida diária com os pequenos.

É na literatura que a criança vai buscar ferramentas mentais e simbólicas para organizar todos os acontecimentos que experimenta, permitindo-lhe, aos poucos, o conhecimento de si mesma, do outro, do mundo .

De modo nenhum o livro prega algum tipo de aceleração em relação ao aprendizado formal, escolar na infância. Pelo contrário, através da discussão de vários trabalhos acadêmicos, discorre sobre a necessidade da criança pequena estar em contato com a natureza, agregar conhecimento sobre seu corpo, suas vontades e sensações, experiências, incluíndo a experiência literária. Segundo Yolanda, aquela sensação de aconchego durante a leitura compartilhada logo no início da vida da criança será carregada para sempre. E mais, diz ainda que a cada livro que esta criança vier no futuro a procurar, ela estará buscando aquela mesma sensação da infância.

Eu mesma me lembro de bem pequena pedir à minha avó que me contasse um história para dormir. Eu me deitava na cama dela, puxava o cobertor xadrez e chegava bem pertinho dela e ela me sussurrava um conto de fadas. Eu ainda sinto o calor do seu hálito na minha face a cada vez que leio uma destas histórias para meus filhos e isso me dá uma sensação de conforto tão grande que tenho sempre vontade ler outra e outra e outra para eles!

Está procurando algo interessante para ler? Dê uma chance para A casa imaginária!

“Os primeiros livros sem páginas se escrevem na pele, no ritmo do jogo, nos olhares, na voz…” Yolanda Reys.